Praça da Republica – Belém


A Praça da República – Belém é um dos espaços públicos mais emblemáticos da capital paraense, combinando beleza paisagística, história e intensa vida cultural. Com seu traçado inspirado nos jardins europeus e cercada por edifícios icônicos, como o Theatro da Paz, ela se destaca como um verdadeiro museu a céu aberto.
Neste guia completo, você vai descobrir a história da praça, seus monumentos mais importantes, o que ver e fazer no local, atrações nos arredores e dicas práticas para planejar sua visita.


O Coração da História: Significado e Legado

A Praça da República – Belém nasceu durante o período áureo da borracha, no final do século XIX, quando a cidade passava por um amplo processo de modernização inspirado em Paris. Seu projeto paisagístico, com alamedas largas, esculturas e jardins sinuosos, marcou o novo ideal de urbanidade que transformava Belém em uma metrópole da Amazônia.

Seu nome faz referência ao regime republicano proclamado no Brasil em 1889, simbolizando o início de uma nova era política. Ao longo do século XX, a praça se consolidou como ponto de encontro, palco de manifestações populares e espaço para celebrações culturais.

Além disso, a instalação do Theatro da Paz, inaugurado em 1878 na borda da praça, reforçou seu papel como centro da vida artística da cidade. Desde então, a praça permanece como um dos mais importantes marcos históricos e urbanísticos de Belém.


O Que Ver e Fazer na Praça da República – Belém

A Praça da República – Belém é repleta de elementos simbólicos que contam a história do Pará. O destaque absoluto é o Theatro da Paz, joia arquitetônica do período da borracha, construído em estilo neoclássico e considerado um dos mais belos teatros do Brasil. Seu projeto foi assinado pelo engenheiro José Tibúrcio Pereira Magalhães, e o interior abriga obras de artistas italianos, vitrais e esculturas ornamentais.

Outro marco importante é o Monumento à República, erguido para celebrar o novo regime político. A escultura, em bronze, representa a alegoria da República e está posicionada em um pedestal central cercado por jardins.

A praça ainda abriga bustos de personalidades históricas, fontes, canteiros floridos e um desenho paisagístico que mescla espécies amazônicas com elementos inspirados nos jardins europeus.

Eventos, Feiras e Vida Cultural

A Praça da República – Belém é um dos polos culturais mais ativos da cidade. Aos domingos, acontece a tradicional Feira da República, conhecida por reunir artesãos, artistas independentes, vendedores de comida regional, brechós e apresentações musicais ao ar livre. É um dos programas mais populares entre moradores e turistas.

Além da feira, a praça costuma receber eventos sazonais, como festivais de música, apresentações folclóricas, atividades esportivas, encontros literários e celebrações de datas cívicas. Durante o Natal, o espaço recebe iluminação especial e programação temática.

Lazer, Contemplação e “Apenas Visitar”

Visitar a Praça da República – Belém é uma experiência que mistura contemplação e vivência urbana. Caminhar pelas alamedas arborizadas, observar as esculturas, sentar-se nos bancos sombreados ou simplesmente apreciar o movimento da cidade são atividades que encantam quem passa pelo local.

Os jardins cuidadosos criam um clima acolhedor e fresco, típico da vegetação amazônica. É um ótimo lugar para uma pausa no final da tarde, leitura ao ar livre ou descanso entre passeios no centro histórico. Embora o foco da praça não seja playgrounds, crianças costumam se divertir correndo entre os gramados e admirando os patos no lago.

Gastronomia ao Redor

Nos arredores da praça, há cafeterias, lanchonetes e restaurantes que atendem ao fluxo constante de visitantes. Entre as opções próximas estão:

• Café da Paz — ideal para cafés rápidos e lanches.

• Bistrô República — ambiente elegante, gastronomia contemporânea.

• Quiosques da Feira (aos domingos) — oferecem tacacá, comidas típicas e sucos regionais.


Praça da República – Belém Fotos



O Que Fazer nos Arredores da Praça da República – Belém

A localização da Praça da República – Belém favorece um roteiro a pé pelo centro histórico. Entre as atrações próximas:

Theatro da Paz

O Theatro da Paz, em Belém-PA, é um verdadeiro símbolo da riqueza cultural e histórica da cidade. Inaugurado em 15 de fevereiro de 1878, no auge do ciclo da borracha, foi idealizado para abrigar espetáculos líricos e espetáculos de alto padrão — sendo reconhecido como o primeiro teatro de ópera da Amazônia e um dos mais sofisticados do Brasil.

Sua elegância salta aos olhos já na fachada neoclássica, inspirada no Teatro Scala de Milão, e continua no interior: lustres de cristal, pisos em madeira nobre, mármore italiano, afrescos e pinturas no teto e parede — como os de Domenico de Angelis — e decoração refinada que dialoga com a grandiosidade de sua proposta original.

Ao visitar o Theatro da Paz hoje, seja em espetáculo ou via visita guiada, o visitante contempla não apenas a beleza estética de um “palácio das artes”, mas também um testemunho do esplendor da Belle Époque na Amazônia — um patrimônio vivo que mantém sua importância cultural até os dias de hoje.

Basílica de Nazaré

A Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém-PA, ergue-se como um símbolo majestoso de fé, arte e história. Sua construção teve início em 1909, no mesmo lugar onde, segundo a tradição local, um certo Plácido José de Souza encontrou — às margens do igarapé Murutucu — a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, que se tornaria objeto de intensa devoção.

Desde então, o humilde ponto de reverência evoluiu: passou por capela e igreja paroquial antes de se tornar a imponente basílica que conhecemos hoje.

No interior da basílica, o visitante encontra uma obra-prima arquitetônica e artística: o projeto, assinado pelos arquitetos italianos Gino Coppedè e Giuseppe Predasso, mistura elementos neoclássicos e ecléticos, com várias naves, torres imponentes, vitrais coloridos, mosaicos detalhados e obras sacras em mármore.

A basílica também é o coração da fé paraense: abriga a imagem original de Nossa Senhora de Nazaré e é ponto central da tradicional romaria do Círio de Nazaré — uma das maiores procissões católicas do mundo, que atrai milhares de fiéis e turistas todos os anos.

Museu de Artes de Belém (MABE)

O Museu de Arte de Belém ocupa o histórico Palácio Antônio Lemos — também conhecido como “Palacete Azul” — um belo edifício de estilo neoclássico construído na segunda metade do século XIX para abrigar a Intendência Municipal.

Transformado em museu em 1991 e oficialmente reinaugurado como MABE em 1994, o espaço preserva a elegância da Belle Époque amazônica: com colunas toscanas, escadarias de mármore lioz, pátios internos e salões amplos, o prédio por si só já constitui uma atração arquitetônica e histórica.


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No interior, o MABE abriga um acervo de mais de 1.500 obras — incluindo pinturas, esculturas, gravuras, fotografias e artes aplicadas (como mobiliário e porcelana) — produzidas entre os séculos XVIII e XX, vindas do Brasil e do exterior.

Entre as peças destacadas estão telas que retratam a Belém da época do ciclo da borracha, paisagens urbano-amazônicas e obras de artistas consagrados.

Além das exposições, o museu conta com biblioteca especializada em artes visuais, auditório, salas para exposições temporárias e permanentes, tornando-se um ponto essencial para quem deseja conhecer a riqueza cultural, histórica e artística de Belém e da Amazônia.

Teatro Experimental Waldemar Henrique

O Teatro Experimental Waldemar Henrique (TEWH), em Belém-PA, é um espaço essencial da cena cultural local, inaugurado em 17 de setembro de 1979 após uma mobilização da comunidade artística paraense.

Situado na Avenida Presidente Vargas, nº 645 — bem no entorno da Praça da República — o teatro surgiu da necessidade de um local dedicado à experimentação e inovação, onde grupos teatrais pudessem criar livremente, fora do formato tradicional dos grandes palcos da época.

A edificação do TEWH carrega um charme histórico: o prédio, de estilo eclético com influências Art Nouveau, já foi cinema (Radium), sede de museu comercial e abrigou instituições diversas antes de se tornar espaço cultural.

Com cerca de 240 lugares, é conhecido por sua atmosfera intimista, boa acústica e versatilidade — o palco e a plateia podem ser adaptados conforme o formato de espetáculo (arena, italiano etc.), favorecendo apresentações de teatro, dança, música e outras linguagens artísticas.

ICA UFPAInstituto de Ciências de Arte

O Instituto de Ciências da Arte (ICA) da Universidade Federal do Pará reúne as principais faculdades, cursos técnicos e atividades dedicadas às artes na região amazônica — abrangendo áreas como artes visuais, música, teatro, dança, cinema e produção multimídia.

Criado oficialmente em 2006, o ICA consolidou a tradição artística da universidade, reunindo antigas unidades acadêmicas que datavam da década de 1960 (como os cursos de teatro, música e dança) sob uma estrutura institucional única.

Dentro do ICA, estudantes e pesquisadores têm acesso a uma formação ampla e diversificada — que vai desde cursos técnicos de nível médio até programas de pós-graduação em artes — promovendo a produção, difusão e preservação da cultura amazônica.

Além disso, o instituto desempenha papel importante na comunidade, através de projetos de extensão, eventos culturais, oficinas e atividades que aproximam a arte da vida cotidiana de Belém, contribuindo para a vitalidade artística e cultural da cidade.


Onde Fica a Praça da República – Belém

Endereço Completo: Praça da República, s/n – Centro, Belém – PA, 66015-180


Como Chegar na Praça da República – Belém

Aqui vão caminhos típicos e linhas de ônibus que levam até a Praça da República – Belém de ônibus:

Linhas de ônibus que passam próximo à Praça da República – Belém

Você pode pegar diversas linhas que têm parada perto da Praça da República. Entre as mais usadas estão:

» M101 (Terminal Marituba ↔ Ver-o-Peso)
» 227 (Sacramenta ↔ Humaitá)
» 309 (UFPA ↔ Ver-O-Peso)
» 314 (Guamá ↔ Ver-O-Peso)
» 318 (Arsenal ↔ …)
» 320 (UFPA ↔ Tamoios)

Paradas próximas à Praça da Republica – Belém

Algumas das paradas de ônibus a poucos minutos da praça (2–5 min a pé) são:

→ Assis de Vasconcelos com Henrique Gurjão
→ Assis de Vasconcelos com José Malcher (Igreja Batista)
→ Assis de Vasconcelos com Tiradentes
→ Presidente Vargas com Ó de Almeida (Palácio do Rádio)
→ Presidente Vargas com Manoel Barata (Central Hotel)
→ Nazaré com Dr. Moraes


Estacionamento na Praça da República – Belém

As opções de estacionamento próximas à Praça da República – Belém incluem:

Estapar Estacionamentos
O Estapar Estacionamentos é uma das opções mais práticas para quem visita a Praça da República, com vagas cobertas, operação 24 horas em algumas unidades e boa rotatividade. Fica a poucos minutos de caminhada da praça, sendo ideal para quem vai a eventos no Theatro da Paz ou pretende explorar o centro histórico com segurança.

Estacionamento Amazon
O Estacionamento Amazon oferece vagas amplas e boa acessibilidade, sendo bastante utilizado por quem chega ao centro para compromissos rápidos ou visitas culturais. A proximidade com a Avenida Nazaré facilita o acesso, tornando-o uma opção conveniente para quem vem de diferentes bairros da cidade.

Stopcar Estacionamento
O Stopcar Estacionamento é conhecido pela praticidade e pelo fácil acesso a pé até a Praça da República. Com atendimento ágil e preços competitivos, é uma boa alternativa para quem passa o dia no centro, especialmente aos domingos, quando a Feira da República atrai grande movimento.

Estacionamento C M F
O Estacionamento C M F é uma opção discreta, porém bem localizada, ideal para quem busca um local seguro e próximo às principais vias do entorno, como a Presidente Vargas. É recomendado para visitantes que desejam combinar a visita à praça com passeios por outros pontos do centro de Belém.

 


Horários, Segurança e Informações Úteis

Horários de Acesso à Praça: espaço público aberto 24 horas.

Ingressos: acesso gratuito.

Melhor Horário: manhã e fim da tarde, quando o clima está mais ameno.

Segurança: o movimento é intenso, especialmente aos domingos; recomenda-se cuidados básicos típicos de áreas centrais.

Acessibilidade: as principais alamedas possuem rampas e caminhos largos, facilitando a circulação de cadeiras de rodas.